Max Weber, sociólogo alemão (1864-1920), definiu o Estado como a “organização política que detém o monopólio do uso da violência legítima em determinado território”. Lembro de Weber e dessa definição do Estado porque ela se ajusta perfeitamente ao princípio da ação que levou as forças de segurança a ocuparem a Rocinha e, talvez mesmo, à filosofia do programa político das UPPs. De fato, o Secretário de Segurança não se cansa de dizer que a estratégia da política de segurança do estado é ocupar o ‘território’ onde antes pontificava os grupos armados do tráfico. A atuação desses grupos desafiava a noção de “monopólio da violência” – que, pela definição, cabe somente ao Estado – ainda que não atuassem de forma legítima.
Toda a atuação do Estado nesse episódio mostra que a sociedade brasileira está caminhando para, finalmente, construir uma força policial adequada à sociedade democrática. E, para nós, os cidadãos que lutamos pela democracia, isso é uma boa notícia pois nada era mais horrível do que presenciarmos as forças de segurança agindo de tal forma que em nada se diferenciava de sua ação durante a ditadura militar.Estamos presenciando, portanto, uma transição importante na forma de atuação das forças de segurança, forma de atuação essa que vem se aperfeiçoando e chegou a esse nível de atuação no evento da ocupação da Rocinha.
Nesse sentido, podemos dizer que o princípio orientador da política de segurança do Estado do Rio de Janeiro é, claramente, influenciado pela noção weberiana do Estado… ótima influência, por sinal.
Max Weber e a democracia no Brasil
novembro 15, 2011 por jobertoluiz