Antes tarde do que nunca, diz o provébio popular. Pois é… recorro à sabedoria popular para, enfim, desejar ao queridos leitores um Feliz Ano Novo para todos, extensivo aos seus familiares. Sinceros votos de saúde, paz, alegria e prosperidade para todos.
Esses mesmos votos quero desejar ao pessoal da equipe do WordPress onde está abrigado este blog. São três anos de blog, cerca de 16.000 visitas durante esse tempo. Tanto eu quanto os leitores contamos sempre com o acesso fácil ao blog, nenhuma reclamação nesse período… devemos tudo isso à competência e à eficiência da equipe do WordPress. Nada mais justo do que fazermos esse reconhecimento público e desejar tudo de bom para todos que ajudam a manter muito vivo esse nosso blog.
E que venha 2012!!!!
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Max Weber, sociólogo alemão (1864-1920), definiu o Estado como a “organização política que detém o monopólio do uso da violência legítima em determinado território”. Lembro de Weber e dessa definição do Estado porque ela se ajusta perfeitamente ao princípio da ação que levou as forças de segurança a ocuparem a Rocinha e, talvez mesmo, à filosofia do programa político das UPPs. De fato, o Secretário de Segurança não se cansa de dizer que a estratégia da política de segurança do estado é ocupar o ‘território’ onde antes pontificava os grupos armados do tráfico. A atuação desses grupos desafiava a noção de “monopólio da violência” – que, pela definição, cabe somente ao Estado – ainda que não atuassem de forma legítima.
Toda a atuação do Estado nesse episódio mostra que a sociedade brasileira está caminhando para, finalmente, construir uma força policial adequada à sociedade democrática. E, para nós, os cidadãos que lutamos pela democracia, isso é uma boa notícia pois nada era mais horrível do que presenciarmos as forças de segurança agindo de tal forma que em nada se diferenciava de sua ação durante a ditadura militar.Estamos presenciando, portanto, uma transição importante na forma de atuação das forças de segurança, forma de atuação essa que vem se aperfeiçoando e chegou a esse nível de atuação no evento da ocupação da Rocinha.
Nesse sentido, podemos dizer que o princípio orientador da política de segurança do Estado do Rio de Janeiro é, claramente, influenciado pela noção weberiana do Estado… ótima influência, por sinal.
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Há um ano publicamos um post saudando a ocupação do morro do Alemão pelo Estado democrático de direito. Quase um ano depois o Estado ocupou a rocinha. As circunstâncias dessa ocupação, que ocorreu ontem, são conhecidas e agora “a comunidade está limpa”, como disse um morador. É impressionante o efeito psicológico já perceptível nos sentimentos dos moradores da rocinha: sensação de liberdade, conforto e de felicidade são explicitados por eles.
Os moradores da rocinha e os cariocas receberam um maravilhoso presente de Natal que, ao mesmo tempo, é um voto efetivo de um Ano Novo repleto de felicidades.
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Mundo estranho. Um poderosa força está arrastando países e economias da chamada “zona do Euro”. Tudo indica que a Grécia foi o primeiro país a sucumbir. Mas já se mostram os sinais inequívocos de que outros países passarão por algo semelhante ao que aconteceu na Grécia, obrigando a se criar um novo plano de resgate desses países.
Assim, quase que simultaneamente aos movimentos que deram origem à chamada ‘Primavera árabe”, um terremoto sem precedentes colocam em ‘corda bamba’ as economias dos países da zona do euro, com evidentes repercussões políticas: substituições de governos, riscos de perda da soberania dos países,etc.
Nos EUA, surgiu o ‘Occupy Wall Street”, que, basicamente, reclama da desigualdade de tratamento entre a elite econômica e política do país e os demais cidadãos, um movimento basicamente apartidário, mas que contrasta claramente, nas bases culturais nas quais se assenta, com o movimento do Tea Party.
Afora esses eventos maiores, inúmeros outros ocorrem em diferentes partes do mundo – acirramento do conflito Irã x Israel; algumas incógnitas em relação à continuidade do desenvolvimento chinês, etc.
todos os analistas se esforçam para dar explicações racionais de uma coisa ou de outra, de um lugar ou de outro, mas não se encontra analistas que façam análises globais desses acontecimentos. Análises integradoras desses movimentos todos que nos ajudem a entender o que está acontecendo no mundo, afinal?
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Tudo muda. Há pouquíssimo tempo o ditador líbio brandia arrogantemente seu poder na Líbia e sua família ostentava sua riqueza e usufruía das mais variadas regalias, às custas da sociedade. Hoje a mídia noticia a morte de Kadafi depois de longa perseguição.
Com o término do regime ditatorial líbio inaugura-se um novo momento. A sociedade líbia começará a reconstrução liderada pelo Conselho Nacional de Transição e o maior de todos os objetivos da nova liderança será, justamente, criar as condições propícias para que os cidadãos líbios gozem da mais plena liberdade.
A liberdade, como valor universal, prevaleceu!
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“Não existe força que possa por fim à busca humana pela liberdade”.
Liu Xiabo é o autor dessa incrível, simples e verdadeira frase que, segundo informações diponíveis, foi proferida diante de um tribunal na China. Convenhamos… é muita coragem dizer isso num tribunal chinês, ante as circunstâncias políticas daquele país.
Xiabo é um artista plástico que agora está em uma espécie de liberdade vigiada…. ditadores são incorrigíveis e têm dificuldade de ver o óbvio, mas eles são logo esquecidos.
Quem fica na memória da história são pessoas como Liu Xiabo…pelo grande amor que tem pela liberdade.
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Um belo dia Deus imprimiu a marca da liberdade no DNA do homem e vaticinou: “sois homem… sois livre!” Desde então o mais lindo capítulo da história da humanidade foi e tem sido aquele que descreve, de todas as formas, a sua busca pela liberdade.
Muitos homens não a reconhecem ou se a reconhecem não a admitem e procuram romper com a marca divina da humanidade: Fidel Castro, Hitler, Stalin, Mao e cia, apenas para mencionar alguns.
Porém, muitos homens ou mulheres reconhecem essa marca em si mesmos. Rosa de Luxemburgo foi uma dessas pessoas, pois somente uma pessoa assim poderia escrever: “a liberdade é sempre a liberdade de quem discorda de nós“. Sem dúvida uma das mais lindas frases escritas sobre a liberdade e que serve de parâmetro para sabermos se em determinado país há ou não liberdade.
Nos dias atuais, vemos com felicidade como a grande marca divina do homem está ganhando força, principalmente entre os jovens. A liberdade é incontornável quando está no coração da juventude, pois ela a vivencia com tal força e pureza que impressiona a qualquer observador.
Mas todos possuimos a marca divina da liberdade em nosso DNA e por, isso, nenhuma força humana é capaz de evitar que o homem lute por ela em todo o lugar onde há a pretensão de destruí-la.
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O governo de Bashar Al-assad será o próximo a cair desde de que um simples vendedor de frutas da Tunísia se imolou ateando fogo em seu corpo, num ato de total desespero mas que resultou numa revolta contra o governo daquele país que acabou caindo e seu ditador fugindo. Começaria ali os incríveis acontecimentos que, sucessivamente, estão varrendo as ditaduras e seus longevos ditadores do Norte da África e do Oriente Médio.
Tunísia, Egito, Iêmen (cuja situação é bastante confusa), Líbia e agora a Síria. Os analistas começaram a descrever a situação com o título de “Primavera árabe”. Essa expressão é equívoca sob vários aspectos que não vem ao caso analisar aqui. Importa dizer que a reação do governo sírio ao levante da população talvez tenha sido a mais sangrenta, cruel, desumana e horrorosa de todas as reações dos governos da região que foram desafiados pelos movimentos de democratização do ‘mundo árabe”. Mais de 2000 mortos assassinados a sangue-frio pelas forças governamentais.
Somente agora os países da Europa, os EUA, etc, começam a reagir com firmeza ao regime sírio, congelando os bens dos membros daquele governo, dificultando a entrada dos mesmos nos países da zona do Euro, suspendendo a compra de petróleo da Síria e outras importantes medidas.
Defendo que o Tribunal Penal Internacional expeça mandado de prisão contra Bashar Al-Assad, por crimes de lesa humanidade, tal como foi feito com o ditador líbio.
Para se ter uma idéia da gravidade das ações do ditador, até mesmo o governo iraniano que sempre apoiou o governo sírio, se manifestou condenando as ações do ditador. Até mesmo o Hesbolah, grupo político fundamentalista árabe que também apoia Bashar Al-Assad, está se reposicionando, defendendo uma saída com base no diálogo (o que significa que, internamente, a direção desse grupo deve estar vivenciando uma pressão enorme para fazer a condenação ao governo sírio explicita e abertamente).
Infelizmente a diplomacia brasileira joga um papel feio e ridículo, para dizer o mínimo, no caso sírio. (Remeto o leitor à leitura do artigo de Demétrio Magnoli, mencionado no post anterior, para se informar adequadamente sobre as ações da diplomacia brasileira).
Por enquento é isso, caros leitores.
Como voces sabem, a liberdade é o bem mais precioso que possui o ser humano. E nenhuma força é capaz de impedir que o homem lute para conquistá-la. Ditadores são incapazes de reconhecerem essa simples verdade. E isso lhes é fatal.
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Caros leitores e amigos. Parei a leitura do jornal para publicar este post com urgência. Todos voces devem ler, imediatamente, o artigo de Demétrio Magnoli no jornal O Globo, de hoje. O título do artigo é: “Dilma, ele assina em teu nome”. o artigo é uma espécie de autópsia da política externa praticada pelo governo Dilma.
Excelente artigo. Gostaria de pedir licença ao Demétrio para dizer que concordo inteiramente com ele. Mas, nós, os cidadãos, não podemos somente concordar. Precisamos achar uma saída para a armadilha que diplomacia brasileira dos últimos anos criou para o país.
Leiam o artigo…..
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A política externa brasileira no governo anterior tinha dois traços ideológicos nítidos: era terceiro-mundista e anti-americana, não necessariamente nessa ordem (he, he, he..), como já comentamos em posts publicados aqui mesmo nesse blog. Por isso mesmo foi muito criticada e no começo de governo da Presidente Dilma Roussef parecia que iria haver uma mudança nítida da orientação da política externa do país: Dilma começou a dar ênfase aos Direitos Humanos, criticou o governo iraniano por mandar apedrejar mulheres daquele país, etc.
No entanto, esse animus contemporâneo foi perdendo força, se diluindo e hoje o governo Dilma está praticando uma política externa cujos contornos ideológicos não estão muito nítidos e uma diplomacia que pode ser caracterizada como uma “diplomacia de evasisas”.
A “diplomacia de evasivas” busca, ante um problema concreto, falar, falar, falar e, no final, não dizer nada em relação ao mérito do problema. A “diplomacia de evasivas” quer ficar bem com todos os lados envolvidos na questão, mas, notem bem, discretamente, contra a visão da diplomacia americana. A “diplomacia das evasivas” mantém, discretamente, uma simpatia pelos governos terceiro-mundistas. Enfim, podemos dizer que a orientação da política externa brasileira no governo Dilma é a mesma orientação da política externa do governo anterior, com um verniz mais discreto. Possivelmente, não teremos, nesse governo algo como a “bolsa Paraguai”, como aconteceu no governo anterior.
O Brasil é um país que pode agir como um grande país, atuando como tal na arena internacional, colocando, em alto nível, sua visão sobre os acontecimentos e os princípios que norteiam essa visão que derivam, em grande parte de nossa Constituição, além da grande tradição diplomatica brasileira. Mas, nos últimos 10 anos, os governos de plantão optaram por implemetarem uma visão tacanha, sem criatividade e que expressa um ranço ideológico originário da configuração política do mundo dos anos cinquenta do século passado.
Infelizmente, na política externa, ainda estamos muito mal servidos e com a “diplomacia das evasivas” não chegaremos a lugar nenhum.
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